Casos clínicos – incontinência urinária de esforço

30 de Abril de 2016

Muitas vezes nos perguntam quantas sessões de reabilitação perineal são necessárias para os tratamentos. Claro que essa resposta depende muito da patologia, do grau de acometimento e da avaliação da paciente.

Vamos apresentar os resultados de 6 casos reais, de diferentes de diferentes abordagens na incontinência urinária de esforço, tratadas com o protocolo Reabilitação Perineal Ativa.

Na coluna ao lado há o link para o livro RPA onde você encontra toda a descrição do protocolo, em free download. Este é um pequeno resumo para ajudar a entender os tratamentos.

*SOMENTE OS FISIOTERAPEUTAS QUE FIZERAM O CURSO RPA PODEM UTILIZAR O PROTOCOLO

1_resumo do protocolo2

Os tratamentos com o protocolo RPA visam reabilitar os músculos do períneo para que ele seja capaz de realizar todas as suas funções. Embora seja um protocolo ele pode, e deve, ser adaptado às necessidades de cada paciente; algumas sessões podem ser puladas ou repetidas.

Sempre enviamos, para o médico da paciente, um relatório no início do tratamento com a avaliação fisioterapêutica, objetivos e perspectivas com o tratamento. Ao final enviamos um relatório com a avaliação final e os resultados. A opinião do médico é de extrema importância para o sucesso do tratamento.

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Paciente 1

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE leve pós-parto
  • Idade: 38 anos
  • Resultados: resolução da queixa, sem episódios de perda de urina. Não evoluiu para cirurgia.
  • Satisfação da paciente: satisfeita como tratamento
  • Data do tratamento: 18/11/2015 a 04/12/2015 (3 semanas)
  • Follow up: 4 meses / manutenção dos resultados
  • Nº de sessões do RPA: 4
  • Foram feitas as sessões 3, 5, 6 e 8 do protocolo RPA
Obs. É bastante comum a paciente apresentar melhoras da incontinência urinária nas primeiras sessões, até mesmo relatar a total ausência de perdas, o tratamento foi interrompido por vontade da paciente pois se sentia completamente curada. Na nossa opinião, que foi dita à paciente, ela precisaria de mais sessões para que os resultados do tratamento se mantivessem por mais tempo, pois ainda não havia tido tempo para o músculo ter as alterações neuromusculares e metabólicas para uma eficiente reabilitação.

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Paciente 2

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE moderada
  • Idade: 54 anos
  • Resultados: resolução da queixa, sem episódios de perda de urina. Não evoluiu para cirurgia.
  • Satisfação da paciente: satisfeita como tratamento
  • Data do tratamento: 03/09/2015 a 12/11/2015 (10 semanas)
  • Follow up: 4 meses / manutenção dos resultados
  • Nº de sessões do RPA: 7
  • Foram feitas as sessões 2, 3, 5, 6, 7, 8 e 10 do protocolo RPA
Obs. Como no caso anterior, achamos que deveriam ser feitas mais sessões, nesse caso a paciente fazia apenas sessões uma vez por semana, faltando algumas semanas. Foi um tratamento mais longo, com pouca assiduidade por causa do trabalho da paciente.

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Paciente 3

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE leve
  • Idade: 40 anos
  • Resultados: resolução da queixa, sem episódios de perda de urina. Não evoluiu para cirurgia
  • Satisfação da paciente: satisfeita como tratamento
  • Data do tratamento: 19/01/2016 a 06/04/2016 (11 semanas)
  • Follow up: sem
  • Nº de sessões do RPA: 10
  • Foram feitas as sessões 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 11, 12 e 13 do protocolo RPA.

Obs. Para a incontinência urinária leve e moderada este é um tratamento bastante usual: 10 sessões feitas em 2 a 3 meses, levando alteração neuromusculares e metabólicas responsáveis por uma efetiva reabilitação muscular.

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Paciente 4

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE moderada
  • Idade: 70 anos
  • Resultados: resolução da queixa, sem episódios de perda de urina. Não evoluiu para cirurgia
  • Satisfação da paciente: satisfeita como tratamento
  • Data do tratamento: 09/09/2015 a 28/10/2015 (7 semanas)
  • Follow up: 6 meses / manutenção dos resultados
  • Nº de sessões do RPA: 10
  • Foram feitas as sessões 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 11, 12 e 13 do protocolo RPA.
Obs. Como no caso anterior, para a incontinência urinária este é um tratamento bastante usual, 10 sessões feitas em 2 a 3 meses, levando alteração neuromusculares e metabólicas responsáveis por uma efetiva reabilitação muscular.

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Paciente 5

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE grave
  • Idade: 75 anos
  • Resultados: melhora da queixa, ainda apresentava alguns episódios de perda de urina. Não evoluiu para cirurgia pelo risco cirúrgico.
  • Satisfação da paciente: satisfeita como tratamento
  • Data do tratamento: 05/08/2015 a 13/11/2015 (13 semanas)
  • Follow up: 6 meses / manutenção dos resultados
  • Nº de sessões do RPA: 17
  • Foram feitas as sessões 1, 2, 3, 4 (duas vezes), 5, 6 (duas vezes), 7 (duas vezes) e 8 (sete vezes) do protocolo RPA.
Obs. A cura da incontinência urinária grave com a reabilitação perineal é muito difícil, nesses casos o tratamento cirúrgico seria o mais adequado, mas trata-se de uma paciente obesa, hipertensa, cardíaca e diabética, que não resistiria à cirurgia. A reabilitação perineal não curou a incontinência mas houve um grau de melhora satisfatório que melhorou sua qualidade de vida.

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Paciente 6

  • Sexo: feminino
  • Queixa principal: IUE leve
  • Idade: 17 anos
  • Resultados: resolução da queixa, sem episódios de perda de urina.
  • Data do tratamento: 02/11/2015 ainda em tratamento
  • Follow up: ainda em tratamento
  • Nº de sessões do RPA: 5
  • Foram feitas as sessões 1, 2, 4, 6 e 7 do protocolo RPA.

Obs. É uma paciente extremamente jovem, com 17 anos, que apresenta queixas de perdas de urina durante a prática de atividades físicas intensas, ele é esportista. É bastante comum a incontinência urinária na mulher atleta e, assim como nos outros casos, quanto mais cedo começar o tratamento melhores são os resultados. Esta paciente já não apresenta episódios de perdas de urina mas ainda fará algumas sessões, em tempos mais espaçados que nos tratamentos habituais, para a manutenção dos resultados. Um aspecto importante dessa paciente é que ela é virgem, a única diferença no seu tratamento é que eu utilizo a sonda anal por ser mais fina, mas o tratamento também é feito via vaginal.

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Esperamos que tenha ajudado a entender um pouco mais sobre os meus tratamentos, estamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida.

Abraços

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