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Oct 26 2016

Exame Urodinâmico x Tratamento Conservador

exame de avaliacao urodinamico

Exame Urodinâmico x Tratamento Conservador

O exame urodinâmico é indicado para a avaliação do trato urinário inferior, mas este exame não precisa ser feito antes do tratamento conservador. A fisioterapia, sendo um tratamento conservador, pode ser feita sem este exame. Este exame, embora não traga grande risco para os pacientes, não é um exame agradável de ser feito e a maioria dos pacientes preferem não o fazer.

Seguem abaixo as recomendações de alguns órgãos sobre as indicações do exame urodinâmico.

(Clique aqui para baixar este documento em PDF)

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA

“O diagnóstico é clínico, mas é recomendado realizar, além da anamnese, I-PSS e toque retal, uma análise do sedimento urinário e dosagem do PSA. Ultrassom, urofluxometria e estudo urodinâmico, devem ser solicitados em casos duvidosos ou durante uma evolução não usual do tratamento instituído.”

“Nos casos em que permanecerem dúvidas quanto ao tipo de incontinência ou quando falha o tratamento inicial, o estudo urodinâmico permitirá a correta caracterização da queixa do paciente. Exames de imagem ou endoscopia ficam reservados aos casos em que se suspeita de patologia anatômica ou tumoral concomitante.”

“O estudo urodinâmico não é obrigatório, mas é recomendável em situações como doença neurológica, suspeita de obstrução infravesical, incontinência urinária e falha no tratamento instituído.”

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA

Ultrassonografia, urografia excretora, uretrocistoscopia e estudo urodinâmico não são incluídos na avaliação mínima inicial, pois seu uso deve ser restrito a casos duvidosos iniciais ou durante evolução não usual de tratamento instituído.”

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FEBRASGO

 “A Incontinência urinária deve ser clinicamente classificada após a história clínica e o exame físico como causada predominantemente por sintomas de urgeincontinência, incontinência de esforço, ou incontinência mista. O tratamento conservador (não invasivo) pode ser então iniciado baseado nesta classificação. Trata-se inicialmente o componente da incontinência que mais incomoda a paciente, ou até mesmo a incontinência como um todo (Nível 5 – Grau D). Testes mais sofisticados com o estudo urodinâmico não são prioritários para se iniciar a terapia conservadora como reeducação miccional, terapias comportamentais e fisioterapia.”

“Recomendações para indicação da Avaliação urodinâmica Desenvolvido pelo The National Collaborating Centre for Women´s and Children´s Health – Outubro 2006 (NICE Clinical Guideline 40) · Não é recomendada antes do início do tratamento conservador. · Para o pequeno número de mulheres com diagnóstico claramente definido de IUE isolada, a urodinâmica não está recomendada como rotina. · Tem valor se o diagnóstico clínico não é claro, prévio a cirurgia ou se o tratamento inicial falhou”

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INTERNATIONAL CONTINENCE SOCIETY

“In fact randomized trials using patients to be treated with physiotherapy demonstrated no difference in cure or improvement rate whether they had been examined with urodynamics (50 Ð 59%) or not (57%)“.

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INTERNATIONAL UROGYNECOLOGICAL ASSOCIATION

  • Disponível em

http://c.ymcdn.com/sites/www.iuga.org/resource/resmgr/brochures/eng_urodynamics.pdf?hhSearchTerms=%22urodynamics%22

“Are there any alternatives to Urodynamics? Not everyone with bladder symptoms will need to have Urodynamics. If simple conservative management such as altering your fluid intake, exercises and/or medicine fails, then Urodynamics is the best way that your bladder function can be properly measured, and treatment tailored to your particular problem.”

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AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION 

In clinical practice, the role of invasive UDS testing is not clearly defined. Urologists generally accept that conservative or empiric, non-invasive treatments may be instituted without urodynamic testing. ”

“However, the current literature is deficient in Level-1 evidence, which could elucidate the precise indications for urodynamic testing.  Many would agree that conservative, empiric, non-invasive treatment of LUTS without urodynamic testing is an appropriate practice.”

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EUROPEAN ASSOCIATION OF UROLOGY

“There is a consensus that urodynamic tests should aim to reproduce the patient’s symptoms and should be performed with attention to technical and methodological detail. In clinical practice, urodynamic testing (cystometry) may help to provide, or confirm, a diagnosis, predict treatment outcome, or facilitate discussion during a consultation. It is unlikely that any test, in itself, would alter the outcome of treatment. However, it is possible that the way test results influence treatment choices may have an impact on this. For all these reasons, urodynamics is often performed prior to invasive treatment for UI.”

“Preliminary urodynamics can influence the choice of treatment for UI, but does not affect the outcome of conservative therapy or drug therapy for SUI.”

“Do not routinely carry out urodynamics when offering conservative treatment for urinary incontinence.”

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NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE

Do not perform multi-channel cystometry, ambulatory urodynamics or videourodynamics before starting conservative treatment. [2006, amended 2013]

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CANADIAN UROLOGICAL ASSOCIATION

“UDS is indicated when the diagnosis remains uncertain after history and physical examination, when the symptoms do not correlate with physical findings or after failed previous treatment (level of evidence 3, grade C). 22 / A cystourethroscopy and UDS are recommended to assess lower urinary tract anatomy and function in patients who fail conservative and pharmacologic managements (level of evidence 2-3, grade B). 23”

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SOCIETY OF OBSTETRICIANS AND GYNAECOLOGISTS OF CANADA.

“The indications for undertaking urodynamic testing are controversial. It is generally accepted that urodynamic testing is not necessary prior to conservative management of urinary incontinence by such means as pessary, pelvic floor exercises, biofeedback, bladder training, or the use of anticholinergic drugs.”