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Mulher

Por causa de sua anatomia as disfunções perineais acometem mais as mulheres do que os homens, devido ao estilo de vida que estamos vivendo é muito comum as mulheres cada vez mais jovens já terem algum sintoma dessas patologias.

A incontinência urinária (perda de xixi) é a queixa mais comum dessas mulheres, mas elas também podem apresentar retenção urinária (dificuldade de fazer xixi), incontinência fecal (perda de gases ou fezes), obstipação intestinal (dificuldade de evacuar), prolapsos dos órgãos pélvicos (“bexiga caída”), algias pélvicas (dores na região da pelve) e disfunções sexuais (dores nas relações sexuais, diminuição do prazer, dificuldade em ter orgasmo, entre outras).

A fisioterapia uroginecológica, através da reabilitação perineal é indicada tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas patologias. O ideal seria que as mulheres, assim que começam sua vida adulta, fizessem uma avaliação do PERÍNEO para ter consciência desses músculos e, caso necessário, já começarem a reabilitação perineal melhorando a qualidade de vida, bem-estar e sexualidade.

As disfunções perineais são constrangedoras e fazem com que as mulheres tenham uma diminuição de sua qualidade de vida pessoal, social e profissional. Levando, em alguns casos, ao isolamento social.

Quanto Mais Cedo Procurar O Tratamento Melhores Serão Os Resultados.

Incontinência urinária

Geralmente as mulheres começam perdendo apenas algumas gotas de xixi quando tossem e espirram; ou quando fazem algum esforço como pegar um peso, saltar, correr.  Esta é a incontinência urinária de esforço.

Em alguns casos as mulheres perdem de xixi sem algum motivo aparente, sentem uma urgência urinária, uma vontade súbita de fazer xixi; geralmente quando elas estão chegando em casa, perto da casa de banho ou com o barulho de água. Está é a incontinência urinária de urgência.

Também é comum a queixa de perda de xixi nas mulheres atletas. O esforço feito durante as atividades físicas leva a um grande aumento da pressão intra-abdominal, sobrecarregando os músculos do PERÍNEO, levando estas mulheres a perderem xixi quando estão praticando atividades físicas mais intensas. Embora sejam mulheres com ótima forma física elas não são orientadas a trabalharem os músculos do PERÍNEO.

A incontinência uriária atinge mais da metade das mulheres na idade adulta e, devido ao estilo de vida, está aumentando entre as mulheres mais jovens.

Infelizmente, por acharem constrangedor ou por pensarem ser uma evolução normal da idade, são poucas as mulheres que procuram tratamento. Essas perdas tentem a piorar obrigando o uso constante de absorventes ou de fraldas.

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Minhas pacientes param de perder urina com poucas sessões, comece já seu tratamento.

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Retenção urinária

A retenção urinária é a dificuldade de eliminar totalmente a urina (fazer xixi), dando a sensação de estar sempre com a bexiga cheia, aumentando a frequência urinária.

Entre suas causas estão as alterações anatômicas, disfunções neurológicas, complicações cirúrgicas da correção da incontinência urinária ou de outras cirurgias pélvicas.

Incontinência fecal

A incontinência fecal é a dificuldade, ou incapacidade, em segurar flatos (gases) ou fezes no estado líquido, pastoso ou sólido.

As principais causas dessa patologia são: a fraqueza dos músculos do PERÍNEO, o envelhecimento, a gravidez, as lesões causadas pelo parto vaginal, algumas disfunções neurológicas e as cirurgias que podem levar a lesões do esfíncter anal ou do nervo pudendo.

Obstipação intestinal

A obstipação intestinal é a dificuldade em eliminar as fezes, sendo considerado patológico quando se fica 3 dias, ou mais, sem conseguir evacuar.

O grande esforço para evacuar, pode levar a outras disfunções perineais como a incontinência urinária e o  prolapso dos órgãos pélvicos.

Dores pélvicas

As dores pélvicas são caracterizadas por uma dor persistente e recorrente na região da pelve causando um impacto bastante negativo na qualidade de vida e na sexualidade dessas mulheres.

A dificuldade de identificar a causa dessa dor é um dos grandes desafios no tratamento dessa patologia, algumas vezes pode ser frustrante para as pacientes por não terem sua queixa levada a sério. Com a minha avaliação eu posso ajudá-la a identificar a causa dessa dor e a escolher o melhor tratamento.

Estão entre suas as principais causas alterações de origem ginecológica, gastrointestinal, urológica ou musculoesquelética.

Prolapso dos órgãos pélvicos

Os órgãos pélvicos (uretra, bexiga, útero e reto) podem se deslocar em direção à vagina originando os prolapsos genitais: cistocele (prolapso da bexiga ou “bexiga caída”), uretrocele (prolapso da uretra), retocele (prolapso do reto) e prolapso do útero.

Geralmente os sintomas começam com uma queixa de um peso na vagina como se tivessem uma “bola”, com a progressão da patologia as pacientes sentem o órgão sair sendo possível visualizá-lo no introito vaginal (entrada da vagina).

Suas causas são a fraquesa do PRÍNEO, o avanço da idade, a gravidez, o parto, a obesidade, os exercícios de alto impacto.

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Sexualidade

As mulheres estão, cada vez mais, em busca de uma maior satisfação em sua sexualidade, preocupando-se em terem mais prazer, orgasmo mais intenso e em não sentir dor.

A reabilitação perineal pode melhorar a sexualidade feminina. O primeiro benefício é um melhor conhecimento do seu corpo, aumentando a percepção corporal e perineal. Para algumas mulheres ainda há um tabu que não permite que elas conheçam melhor o seu corpo.

O aumento do metabolismo faz com que haja uma maior irrigação sanguínea nessa região, aumentando também a sensibilidade e a lubrificação vaginal. A hipertrofia muscular torna o introito vaginal mais fechado, fazendo com que haja maior prazer durante a penetração.

Durante o orgasmo há uma contração desses músculos, portanto, a mulher que consegue contraí-los de maneira correta poderá chegar ao orgasmo com mais facilidade e ter orgasmos mais intensos, sendo capaz de ter orgasmos múltiplos.

A falta de relaxamento desses músculos pode tornar a penetração dolorida, o ensino do relaxamento perineal é recomendado nesses casos, sendo indicado para o vaginismo e para o pós-parto.

Às vezes são necessárias técnicas miofasciais para tratar cicatrizes e pontos de dor e tensão.

Tenho ótimos resultados no tratamento das disfunções sexuais.

Disfunções sexuais

  • Desejo: diminuição ou ausência de desejo sexual, fantasia sexual ou pensamento sexual
    • Aversão: ansiedade ou repúdio ao ato sexual
  • Excitação: diminuição ou ausência das repostas psicológicas ou fisiológicas que preparam o corpo para o ato sexual
    • Excitação persistente: resposta genital indesejada na ausência de desejo
  • Orgasmo: diminuição ou ausência de orgasmos; diminuição da intensidade dos orgasmos; dificuldade em atingir o orgasmo
  • Dispareunia: dor ou desconforto persistente ou recorrente durante a penetração vaginal
    • Vaginismo: persistente ou permanente dificuldade em permitir a introdução do pênis, ou qualquer outro objeto na vagina; embora haja desejo de fazê-lo
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